6.3.04
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A direita radical
Entende-se por direita radical os partidários de uma actuação populista baseada no radicalismo, na sujeição às evidências do poder, contrária à cooperação ou interligação de soberanias. Esta direita radical reconhece a cidadania nacional, mas não estende este direito por factores humanos: ou seja, é a favor da consequência da ilegalidade da presença humana à face da terra, da sua exclusão e do controle total do seu estado. Por motivos de segurança. Para esta direita radical,os cidadãos não podem atentar contra o estado, e o que nele é representado, aqui na sua versão conservadora. Por isso, devem ser vigiados. Orientados. Encaminhados. Dirigidos. Para esta direita radical, os cidadãos também podem atentar contra um estado que dirige mal, conduzindo-os à pobreza. Mas reconhece que os cidadãos têm a culpa de não terem individualmente responsabilidade de gerar riqueza, aqui na versão nacional-socialista e demagógica, e, em português, salazarista. Esta direita, radical, e xenófoba, temente e divisionária, está hoje no poder. E o poder tem estado refém dela. Para que não percamos o seu rasto, aproximamo-nos do seu próprio futuro, sabendo o que dela será, mesmo se já misturada e disfarçada num dos pilares da democracia moderna portuguesa.
A direita radical
Entende-se por direita radical os partidários de uma actuação populista baseada no radicalismo, na sujeição às evidências do poder, contrária à cooperação ou interligação de soberanias. Esta direita radical reconhece a cidadania nacional, mas não estende este direito por factores humanos: ou seja, é a favor da consequência da ilegalidade da presença humana à face da terra, da sua exclusão e do controle total do seu estado. Por motivos de segurança. Para esta direita radical,os cidadãos não podem atentar contra o estado, e o que nele é representado, aqui na sua versão conservadora. Por isso, devem ser vigiados. Orientados. Encaminhados. Dirigidos. Para esta direita radical, os cidadãos também podem atentar contra um estado que dirige mal, conduzindo-os à pobreza. Mas reconhece que os cidadãos têm a culpa de não terem individualmente responsabilidade de gerar riqueza, aqui na versão nacional-socialista e demagógica, e, em português, salazarista. Esta direita, radical, e xenófoba, temente e divisionária, está hoje no poder. E o poder tem estado refém dela. Para que não percamos o seu rasto, aproximamo-nos do seu próprio futuro, sabendo o que dela será, mesmo se já misturada e disfarçada num dos pilares da democracia moderna portuguesa.