14.12.03
Zoom interrogativo
O império exalta na humilhação do inimigo?; esta exaltação em valor moral equivale a um suposto benefício da guerra?; o vencedor exerce poder - comprovando - através da imagem - e não estará a entrar no domínio ditatorial do espalha-medos?; a consequência na mensagem induz à sua própria existência como proibitiva?, e, então, uma mensagem que se faz comunicar para que não volte a ser utilizada, tem futuro?
O império exalta na humilhação do inimigo?; esta exaltação em valor moral equivale a um suposto benefício da guerra?; o vencedor exerce poder - comprovando - através da imagem - e não estará a entrar no domínio ditatorial do espalha-medos?; a consequência na mensagem induz à sua própria existência como proibitiva?, e, então, uma mensagem que se faz comunicar para que não volte a ser utilizada, tem futuro?
Captura e pena
Apanharam um homem. Mostraram um animal. O que vão fazer ao monstro? - aliás, o que se faz com um monstro, é uma das questões menos desenvolvidas até hoje. A resposta varia entre o 'acaba-se com ele', o 'perdoa-se' ou o 'deve pagar pelo que fez': neste caso, paga em que moeda?
Apanharam um homem. Mostraram um animal. O que vão fazer ao monstro? - aliás, o que se faz com um monstro, é uma das questões menos desenvolvidas até hoje. A resposta varia entre o 'acaba-se com ele', o 'perdoa-se' ou o 'deve pagar pelo que fez': neste caso, paga em que moeda?
rodapé a 5.10
Não chegando a acordo 'constitucional', a europa, pressionada pelo cenário económico 'difícil', obrigará a que a França e a Alemanha obedeçam a uma lógica 'pioneira'. Se é política deste governo apoiar os que estão do lado do desenvolvimento, do progresso... como no caso do Iraque, não deverá apoiar este 'pioneirismo'?, participando?!, ou não estamos ameaçados internacionalmente, pelo menos com mais um ano 'apertado'?
Assim sendo, a direita radical acaba de obter uma infinidade de interesses de soberania a explorar nas próximas eleições com os resultados naturais, para um eleitorado inseguro, frágil.
E, nota-se, bem ao longe, que começa a ser credível a ideia de umas eleições legislativas sem coligação, se a direita radical quiser sobreviver*, e se capitalizar nas próximas eleições; e um primeiro-ministro em ano eleitoral com problemas, também políticos, devido à questão europeia.
* a sobrevivência da direita radical entra na agenda para 2004
Não chegando a acordo 'constitucional', a europa, pressionada pelo cenário económico 'difícil', obrigará a que a França e a Alemanha obedeçam a uma lógica 'pioneira'. Se é política deste governo apoiar os que estão do lado do desenvolvimento, do progresso... como no caso do Iraque, não deverá apoiar este 'pioneirismo'?, participando?!, ou não estamos ameaçados internacionalmente, pelo menos com mais um ano 'apertado'?
Assim sendo, a direita radical acaba de obter uma infinidade de interesses de soberania a explorar nas próximas eleições com os resultados naturais, para um eleitorado inseguro, frágil.
E, nota-se, bem ao longe, que começa a ser credível a ideia de umas eleições legislativas sem coligação, se a direita radical quiser sobreviver*, e se capitalizar nas próximas eleições; e um primeiro-ministro em ano eleitoral com problemas, também políticos, devido à questão europeia.
* a sobrevivência da direita radical entra na agenda para 2004